Relendo O Pequeno Príncipe, me vem, novamente, muitas sensações boas. Como se voltasse a ser criança sempre que o leio. Sempre com uma visão diferente, mais clara, das coisas simples da vida. Uma outra pessoa (também pequena e de coração enorme) além do Principezinho tem me ajudado a ver com mais clareza essas coisas simples. E hoje eu entendi melhor um trecho famoso do livro, que fala de felicidade e palavra:
"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... "
Sempre lia esse trecho na visão da Raposa, que espera a chegada do Príncipe, de coração preparado. Mas não havia me dado conta de que também cativamos pessoas. E se dizemos que vamos chegar às quatro, mas chegamos às cinco, teremos desapontado aquele que cativamos. E isso machuca. E não se deve machucar os que cativamos. Não se deve machucar ninguém, aliás. Mas os que cativamos são especiais...
E, assim como a Raposa passou a ver a cor do trigo com outros olhos, a cor vermelha também tem um significado muito importante pra mim. Pois é a cor da minha rosa! A rosa que cativei! E é a ela que eu peço desculpas mais uma vez...
"Eu sou responsável pela minha rosa..." Repetiu o Principezinho, para não se esquecer.

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